quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

VIAS DE FATO

Vias de fato é como crias Sem ter polias Traçando as estrias de seu concreto armado. Imigrantes rodovias Duas, três, quatro vias Em duas rodas tento seguir Desviando de duas "tias" Nas ciclovias do anonimato, Escondidas nas mentes. Despercebidas, em frente Seguem as correntes Pedais acionam turbinados, Tentativas infrutíferas. Massas errantes triunfam "Civilização" incessante Massacram a vida! ... eu só queria andar de bicicleta tranquilo na ciclovia da cidade.

MENTE URBANA

Texto criado em 03 de julho de 2000. Gostaria que analizassem o texto e digam o que acharem sobre o teor textual.
=====================================================

Ontem passei desapercebido por sobre um cadáver. Era negro como a noite, tão negro que via-se o reflexo da lua em seu semblante fúnebre. Pus-me a pensar sobre a sua juventude e o que supostamente poderia ter acontecido para que chegasse àquela situação; porque alguém lhe faria mal?! Não me parecia ser ruim; senti algo de bom estando perto dele, mesmo naquele momento ainda sentia uma ponta de vida que poderia reverter toda aquela situação.

Senti-me em parte culpado pelo acontecido e também culpei à todos os presentes e ausentes que poderiam ter feito algo para que isso não acontecesse. Entrei em guerra com a minha própria consciência. Ele deveria ter dado muita alegria às pessoas quando em vida, muitos cresceram à sua volta e desfrutaram de sua energia, pensei...

Senti o ônibus batendo no quebra-molas da ponte e voltei à realidade: O rio ficou para trás.